Resenha: As Peças Infernais - Príncipe Mecânico

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"A virtude dos anjos é que eles não podem deteriorar, o defeito é não poderem melhorar. O defeito do homem é que ele pode deteriorar; e sua virtude é poder melhorar.

- Ditado chassídico"

Príncipe MecânicoTítulo: Príncipe Mecânico

Subtítulo: As Peças Infernais - Livro 2
Edição: 1
ISBN: 9788501092694
Editora: Galera Record
Ano: 2013
Páginas: 406




Sinopse: Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que saiu de Nova York para Londres — ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, perseguida por um exército mecânico, ser traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada — foi fruto de sua imaginação. Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem sequer exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico.


Resenha: Brilhante; Magnífio; Estupendo. Uma verdadeira obra de arte.
Vocês sabem que eu gosto de começar bem pelo comecinho mesmo, então vamos falar um pouquinho sobre a capa do livro e todo o trabalho grafico do mesmo, ok? 
Sempre fui um grande admirador das artes gráficas de capa dos livros da Cassandra, e isso também vale para a série Os Instrumentos Mortais. Mas tem algo nas capas de As Peças Infernais que me agradou muito mais. Pode ter sido pela fotografia, pela luminosidade ou até mesmo na época cronológica que as figuras representam: Londres vitoriana. Eu sempre gostei muito de tudo o que é clássico, antigo e vintage. Ponto para As Peças Infernais. Também não tenho muito o que falar em relação a diagramação do livro, que, ao todo, é igual a do primeiro livro da série, que por sua vez vem a ser o mesmo da série OIM, o que é bom, pois eu gosto bastante. 
Eu fiquei uma pilha de nervosismo quando eu terminei de ler Anjo Mecânico, não conseguia nem me consentar direito em meus afazeres mais básicos. Eu demorei um pouco para conseguir o livro, o que foi bem ruim, fez com que eu esquecesse pequenos detalhes do livro anterior, mais que foram cruciais para o entendimento geral da coisa. Mas enfim, vamos ao que interessa.

"- Você e eu, Magnus, que duramos para sempre, amamos de um jeito que nenhum mortal consegue conceber: uma chama escura e constante cotra uma luz efêmera e crepitante deles. Que importância eles tem para você? A fidelidade é um conceito humano, baseado na ideia de que estamos aqui por um período curto. Não pode exigir minha fidelidade por toda a eternidade.

- Camille, página 255"

Um ponto que eu gostaria de dar uma ressalva, é que Cassandra utilizou dos nomes das famílias de Caçadores de Sombras que nós já conheciamos de Os Instrumentos Mortais para dar vida aos protagonistas dessa segunda série. Muito bem bolado. Me senti, literalmente, familiarizado com todo o cast do livro.
O segundo volume já começa cheio de adrenalina, pois a gente já sabe quem realmente é o inimigo da vez e o que ele pretende, ou deveriamos saber. Santa ingenuidade. Conforme a estória vai se desenrolando, percebemos que existe muito mais por detrás dos planos de controle geral da nação implantados por Mortman, e que cabe aos nossos moçinhos da vez impedirem, o que não acaba sendo a missão mais fácil do mundo, nem mesmo para Caçadores de Sombras experientes, uma vez que muitos deles estão, surpreendentemente, do lado oposto dessa corrida inquisitoral, e que seus planos para com Tessa, a protagonista, vão muito mais além do que simplesmente se casar com ela. 
Eu posso falar com toda a certeza que As Peças Infernais é uma das poucas séries em que a protagonista me agradou. Tessa é uma jovem que perdeu os pais prematuramente e que foi criada pela tia em Nova York, junto com o irmão mais velho, Nate, personagem que inclusive deu o que falar, e o qual foi o motivo de ter me feito chorar bastante durante a leitura. 
Assim como Tessa, os demais personagens co-protagonistas, também evoluiram bastante e amadureceram ao meu ver. Descobrimos coisas magníficas a respeito deles, mas também coisas terríveis. E pela primeira vez eu concordei com a formação do casal principal da estória, e caso isso mude em Princesa Mecânica, não me contem pessoal, eu gosto de surpresas.

"- Posso oferecer-lhe minha vida, mas uma vida curta; posso oferecer-lhe meu coração, apesar de não saber quantas batidas lhe restam. Mas a amo o bastante para torcer que não se importe com meu egoismo de tentar fazer o resto da minha vida, seja qual for a sua duração, feliz, ao seu lado...

- Jem, página 343"

E eu não poderia falar de As Peças Infernais e não falar do meu Feiticeiro preferido, Magnus Bane. Acho que eu posso falar por muitas pessoas que ele é o preferido da maioria das séries em que ele esta presente, que não sei se vocês repararam, mas ele aparece em ambas e em todos os livros. Magnus se tornou um dos personagens mais bem sucedido das franquias de livros dos Caçadores de Sombras, sem sombra de dúvidas, e não é a toa que ganhou sua prórpria série de contos "As Crônicas do Bane", que eu pretendo ler em breve. 
Magnus foi responsável por um acontecimento em especial que me deixou bastante curioso para ler a continuação, para sabeer o que a pessoa afetada vai fazer em relação a isso. #MuitasEmoções .

"- Não faça soar desta forma. Como uma espécie comum de dor. Não é assim. Dizem que o tempo cura todas as feridas, mas isso presume que a fonte da dor é finita. Que esta superada.
- Will, página 127"


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